Dicionário Farmacêutico
Abacavir
Classe terapêutica
Antirretroviral da classe dos Inibidores da Transcriptase Reversa Análogos de Nucleosídeos (ITRN).
Descrição farmacológica
O abacavir é um antirretroviral utilizado no tratamento da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). É empregado em esquemas combinados de terapia antirretroviral altamente ativa (TARV), contribuindo para a supressão da replicação viral, aumento da contagem de linfócitos T CD4+ e redução da progressão da doença. Sua eficácia está relacionada ao uso concomitante com outros agentes antirretrovirais, uma vez que a monoterapia favorece o desenvolvimento de resistência viral.
Mecanismo de ação
Após absorção, o abacavir é metabolizado intracelularmente em carbovir trifosfato, um análogo nucleosídico ativo. Essa substância compete com os nucleotídeos naturais utilizados pelo HIV durante a síntese do DNA viral. Sua incorporação provoca interrupção da cadeia de DNA, bloqueando a ação da transcriptase reversa e impedindo a replicação viral.
Indicações clínicas
Tratamento da infecção pelo HIV-1 em adultos, adolescentes e crianças, sempre em associação com outros antirretrovirais.
Posologia geral
(sem substituir prescrição médica)
(sem substituir prescrição médica)
A dose habitual em adultos corresponde a 600 mg por dia, administrados em dose única ou dividida em duas tomadas diárias. Ajustes podem depender da apresentação farmacêutica e do esquema terapêutico adotado.
Contraindicações
É contraindicado em pacientes com histórico de hipersensibilidade ao abacavir ou portadores do alelo HLA-B*5701 positivo, devido ao elevado risco de reação de hipersensibilidade potencialmente fatal.
Precauções e advertências
Antes do início do tratamento é recomendada a pesquisa genética do alelo HLA-B*5701. Pacientes devem ser orientados a reconhecer sinais precoces de hipersensibilidade, como febre, rash cutâneo, sintomas respiratórios ou gastrointestinais. O medicamento não elimina o risco de transmissão do HIV.
Reações adversas
Podem ocorrer náuseas, vômitos, cefaleia, fadiga, febre, rash cutâneo e reações de hipersensibilidade. Casos raros de acidose láctica e hepatotoxicidade também foram descritos.
Interações medicamentosas
O álcool pode aumentar a exposição sistêmica ao abacavir. Deve-se monitorar o uso concomitante com metadona e outros antirretrovirais.
Considerações farmacêuticas
O acompanhamento laboratorial periódico é essencial para avaliação da eficácia terapêutica, função hepática e detecção precoce de efeitos adversos graves. O tratamento deve ser conduzido por profissional experiente em infectologia.
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